René

the two misteries

Vivo hoje em dúvidas perenes,
a dúvida metódica,
dúvida soberana
que persegue
uma tristeza conterrânea.

Vejo meus passos no escuro
e com um sibilo errante,
conto das falsas passadas
a quem partilha da dúvida constante.

Se na razão me perco,
em alguns braços me acho
delirante, submissa,
mas sem admitir premissas.

Minha dúvida constante
transfigura-se na verdade real
da morte distante
(distante?).

Adeus, racionalidade,
adeus, constância.
Que meu ser delirante,
torne-se um vir-a-ser fumegante.

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