Bela, regrada e “do lar”

lookPequei,
Exibi nuances da sujeira que me domina,
Gritei demais, chorei de menos,
Assustei os que calavam-me.

Perdão,
Diante de meu cerne selvagem,
Descontroladamente agi,
Ofendi-os tentando marchar
Minha marcha de vergonha,
Marcha proibida.

Não fui mulher,
Fui uma besta feroz,
Que anseia pelo gosto da carne
E suja os lábios com esperança.

Será esta a última vez
Em que irei correr livremente?
Não.

Queimarei minha moradia,
Desestruturarei alicerces,
E deixarei vagar sob minha saia
O vento que mostra o que realmente sou.

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